Dólar à vista fecha em alta de 0,23%, a R$ 2,6620

O dólar ante o real intercalou leves quedas e altas ao longo do dia, em meio a um ambiente externo ameno e sem um grande catalisador interno para determinar um rumo único aos negócios.

Os quatro leilões realizados pelo Banco Central nutriram o mercado de hedge (proteção) cambial, amenizando as oscilações de preços.

Na reta final dos negócios à vista, o dólar se firmou em alta no balcão, enquanto no mercado futuro o dólar para janeiro de 2015 voltava a tocar na máxima.

O fluxo cambial foi aparentemente fraco mas, diante da escassez de negócios, qualquer ingresso ou saída de recursos, mesmo que de valores pequenos, acabou mexendo com as cotações, disse o gerente de câmbio da Correparti, João Paulo de Gracia Corrêa.

No meio da tarde, o dólar passou a subir. Esse ajuste foi uma reação ao aumento do déficit da balança comercial.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a balança comercial brasileira registrou déficit de US$ 1,339 bilhão na terceira semana de dezembro.

No período, as exportações somaram US$ 4,131 bilhões e as importações, US$ 5,470 bilhões.

Com a continuidade das perdas do petróleo, os dados piores que o esperado divulgados nos Estados Unidos foram praticamente ignorados.

\"Nem mesmo o recuo do petróleo causou tanto mal-estar hoje devido ao baixo volume de negócios em âmbito mundial\", comentou um operador de uma corretora.

Durante a manhã, declarações da presidente Dilma Rousseff tiveram impacto pontual de alta, que rapidamente se dissipou.

Durante café da manhã com jornalistas, a presidente defendeu fortemente a diretoria da Petrobras e disse que não pretende tirar a presidente da companhia, Maria das Graças Foster, do cargo.

Dilma também negou rumores sobre um pacote de ajuste fiscal de até R$ 100 bilhões que seria adotado pelo governo no próximo ano. Segundo ela, serão necessárias algumas medidas drásticas de ajuste, mas ainda não foi discutido aumento de imposto.

O dólar à vista fechou cotado a R$ 2,6620, com alta de 0,23%. O giro financeiro total somava de cerca de US$ 640,7 milhões por volta das 16h35.

A moeda oscilou da mínima a R$ 2,6450 (-0,41%) à máxima, de R$ 2,6630 (+0,26%).

Na BM&FBovespa, às 16h38, o dólar para janeiro de 2015 estava em alta de 0,09%, a R$ 2,6675. Até esse horário, esse contrato oscilou de R$ 2,6480 (-0,64%) a R$ 2,6680 (+0,11%).

 

Fonte: exame.abril.com.br

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